sexta-feira, 28 de junho de 2013

Visita do Paulo Neto

 Grupo do Centro Espírita Bezerra de Menezes (esq. Elaine, Mauro (Presidente), Paulo Neto, Seu Aquino, Mauro Silva, Maurício, Vilian, Alice, Eu, Neiva, e Rannyeli)


A cura, como se pode deduzir, é de difícil comprovação. Não há estudos científicos sobre seu trabalho e sobre os atendidos. Mas não se podem desprezar os inúmeros testemunhos daqueles que se disseram curados após serem atendidos por Paulo Neto, chamado de médium de cura de acordo com a nomenclatura espírita.
Típico mineiro, de fala mansa, tímido, e hábil contador de histórias, Paulo Neto não costuma se referir a si mesmo no singular. Com frequência, inicia frases com “nós” e “a gente”, por força da humildade. De hábitos simples, conquista pela simpatia, fruto daquela alegria de quem aprendeu a valorizar as belezas da vida após enfrentar os obstáculos inerentes a ela.
Sua vida pode ser dividida em dois momentos: antes e depois do início do trabalho nas casas espíritas. De cada período, soube tirar boas lições. O primeiro foi marcado pelo casamento, com Dona Elenita, sua incansável companheira de viagem até hoje, e pela criação dos três filhos, sustentados com a lida no Exército.
Foi somente com a aposentadoria que ele pôde iniciar o trabalho mediúnico, em 1983. Sem cerimônias, diz que foi apresentado à tarefa por um espírito de vibrações elevadas que se manifestara através de um amigo médium. “Não houve nada especial, foi apenas um chamado para o trabalho. Nunca aconteceu nada especial”, conta Paulo Neto, com sua conhecida simplicidade.
“Tinha um amigo que recebia uma entidade de muita luz, que determinou que eu deveria fazer um tratamento de cura. Eu estranhei. Foi uma surpresa para a gente. Eu disse: o senhor poderia arranjar outra pessoa melhor”, relembra, ciente de suas limitações. “Porque eu nasci assim, meio tímido. Nunca me destaquei em nada na vida. Mas tudo o que me mandaram fazer, eu fiz. Dou tudo de mim em prol do que me proponho a fazer”.
Apesar do chamado, Paulo Neto manteve o jeito mineiro desconfiado de ser e resolveu testar sua própria capacidade. Em Araguari (MG), onde morava na época, visitou um doente que estava preso à cama há anos, sem possibilidades de andar. “Eu olhei para ele e pensei: este aí não vai levantar nunca, né? Achava que não tinha solução. Mas fiz o que me mandaram. Na outra semana, ele já estava dirigindo”, destaca, recordando o primeiro de muitos casos que viria a tratar nas décadas seguintes.
Feliz pelo resultado, ganhou confiança. “Pois então, acho que esse negócio vai dar certo”, afirmara. Paulo Neto partiu em busca do trabalho. Inicialmente recebia os atendidos em casa. Mas, aos poucos, percebeu que precisava ir além dos próprios muros. E, ao buscar as casas espíritas, enfrentou os primeiros obstáculos no trabalho espiritual. Muitas se recusaram a recebê-lo. “Algumas tinham medo porque poderia comprometer a Doutrina Espírita. Outras eram contra mesmo. A gente ainda enfrenta muita dificuldade”, revela.

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