45. Uma pessoa com problemas mediúnicos deve ser
encaminhada, sem risco, para uma reunião mediúnica?
DIVALDO
- A colocação já demonstra que a pessoa tendo problemas deve primeiro
equacioná-los, para depois estudar e aprimorar a faculdade que gera aqueles problemas. Como na mediunidade, os
problemas são do Espírito e não da faculdade mediúnica, é necessário que
primeiro se moralize o médium.
Abandonando
as paixões, mudando a direção mental, criando hábitos salutares para sua
vivência, reflexionando no Evangelho de Jesus, aprendendo a orar, ele equaciona,
na base, os problemas que inquietam o efeito, que é a faculdade mediúnica.
Somente após o quê, é-lhe lícito educar a mediunidade.
No
capítulo I de O
Livro dos Médiuns o Codificador examina o assunto, na epígrafe: Há
Espíritos? Explica Allan Kardec que ninguém deve levar a uma sala de
química, por exemplo, alguém que não entenda das fórmulas
e das composições químicas. Explico-me: um leigo chega numa sala e vê vários
vidros, com água branca e uma anotação que lhe
parece cabalística: HN03+ 3HCI (* Água
Régia, substância altamente corrosiva). Para ele a anotação não diz nada.
Mas, se misturar aqueles líquidos corre perigo. Assim também é necessário
primeiro que o indivíduo conheça no laboratório
do mundo invisível as soluções que vai manipular, para depois partir
para as experiências.
E
de bom alvitre, portanto, que alguém, que tenha problemas de mediunidade, seja encaminhado às sessões
doutrinárias de estudos, para primeiro evangelizar-se, conhecendo a
Doutrina a fim de que, mais tarde, canalize as suas forças mediúnicas num bom
direcionamento.
Há
uma praxe entre as pessoas pouco esclarecidas a respeito da Codificação
Espírita, que induz se leve o indivíduo a uma sala mediúnica para poder equacionar problemas, como quem tira uma coisa incômoda de
cima da pessoa.
O
problema de que a criatura se vê objeto pode ser o chamamento para mudança de rota moral. A mediunidade que
aturde é um apelo para retificação das
falhas. E é necessário ir-se às bases
para modificar aqueles efeitos perniciosos.
Daí,
diante de uma pessoa com problemas mediúnicos, a primeira atitude nossa será encaminhar o necessitado à aprendizagem da
Doutrina Espírita, que é a
terapêutica para seus problemas. A mediunidade será educada a posteriori como instrumento de exercício para o
bem, mediante o qual granjeará títulos para curar o mal de que se é portador.
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