quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Texto: Abraços grátis

Na praça movimentada de um grande centro urbano, por onde circulam milhares de pessoas diariamente, eis que uma pessoa solitária estende um cartaz que diz: Abraços grátis.
Possivelmente já tenhamos visto alguns vídeos que circulam pela Internet, mostrando cenas muito interessantes e emocionantes envolvendo os heróis dos free hugs, dos abraços grátis.
Segundo o site free hugs movement, o registro mais antigo desse tipo de manifestaçãocoletiva aconteceu em 1986, quando o reverendo Kevin Zaborney criou em sua igreja o Dia nacional do abraço, celebrado todo anoem vinte e um de janeiro.
Posteriormente, a esse movimento aderiram outras instituições como ONGs, hospitais, escolas dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Austrália, Alemanha e Rússia.
Em 2001, Jason Hunter deu início ao movimento Abraços grátis, após a morte de sua mãe.
Um dia, que começou em completa tristeza, terminou em grande alegria porque eu percebi que minha mãe tinha feito exatamente o que Deus solicitou dela. - Disse ele sobre o acontecido, no site da sua campanha.
Ela adorava abraçar as pessoas, independente da raça ou sexo, e fazer com que soubessem o quanto eram importantes.
Que mundo maravilhoso poderíamos ter se fôssemos conhecidos como pessoas que têm um sorriso e uma palavra amável para todos.
Jason quis dar continuidade à missão de sua mãe e saiu pelas ruas da praia, ao sul de Miami, com o cartaz escrito Abraços grátis.
O vídeo original do Abraços grátis já tem mais de dez milhões de visualizações.
Cada pessoa que passa, reage de forma diversa. Há os que rejeitam. Mas os que cedem ao convite simpático, saem com um sorriso no rosto.
Há muito mais ali do que o simples ato de abraçar um estranho. Há a doação daquele que se coloca à disposição dos outros para um pequeno gesto de carinho.
Imaginamos que nem todos trazem boas vibrações, energias positivas, em seus abraços, pois cada um vem de uma realidade diferente e, muitas vezes, essa realidade é dura e triste.
Porém, acabam levando um pequeno mimo, um pequeno consolo, uma breve mensagem que diz: Eu me importo com você.
Há também o processo psicológico de se romper com a barreira do afastamento físico, pois muitos trazem bloqueios nas expressões de carinho mais simples e não aprenderam, sequer, a dar um abraço.
Nas cenas, vemos os mais diferentes tipos de abraços possíveis: de lado, de longe, com medo, quase sem tocar o outro.
É uma verdadeira sessão de psicoterapia, descomprometida, ao ar livre, de onde todos saem melhor.
A frase encontrada no cabeçalho do site oficial do movimento resume tudo: Às vezes, um abraço é tudo o de que precisamos.
Talvez, muitos de nós não nos sintamos à vontade para abraçar estranhos.
Mas, cabe uma reflexão: Será que estamos abraçando os nossos suficientemente? Os mais próximos, os nossos amores?
Será que, por vermos nossos pais, filhos, esposos e amigos, constantemente, não estamos deixando de lado os abraços?
Respondamos, por fima esta pergunta: Quantos abraços já demos hoje?
Redação do Momento Espírita inspirado na campanha do site:http://www.freehugscampaign.org/
Em 07.06.2011.

O poder da prece

Na doutrina espírita, a prece, além de seu aspecto místico, de contato com as potências superiores, é compreendida em seu aspecto científico.
Allan Kardec, em sua obra “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (cap. 27), explica:
“O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento (…). Para apreendermos o que ocorre em tal circunstância, precisamos conceber mergulhados no fluido universal, que ocupa o espaço, todos os seres, encarnados e desencarnados, tal qual nos achamos, neste mundo, dentro da atmosfera. Esse fluido recebe da vontade uma impulsão; ele é o veículo do pensamento, como o ar o é do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito. Dirigido, pois, o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento, como o ar transmite o som. (…) Essa explicação vai, sobretudo, com vistas aos que não compreendem a utilidade da prece puramente mística. Não tem por fim materializar a prece, mas tornar-lhe inteligíveis os efeitos, mostrando que pode exercer ação direta e efetiva.”
O Fluido Cósmico é a matéria-prima de tudo o que existe (excetuando-se os Espíritos): das partículas subatômicas aos superaglomerados de galáxias. Esse fluido, em seu estado primitivo banha a Criação e serve de veículo aos nossos pensamentos.
“A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige. Pode ter por objeto um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação.” (Op. Cit.)
A prece, sincera, feita com unção, é a forma mais poderosa de impulsionar o pensamento. Uma prece com essas características pode alcançar mundos distantes, onde habitam seres evoluídos que se ligam às nossas almas por vínculos forjados em um pretérito tão remoto que, por agora, são inabordáveis.
Fazer da prece um hábito é viver em comunhão com os planos superiores da vida, deles recolhendo o estímulo indispensável ao nosso progresso geral.
Cultivando a prece, as transformações em nossas vidas se farão de forma tal, que passaremos a compreender, naturalmente, o que está registrado no Evangelho (Mateus, 21:22): “E tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis.”
Fonte: Jornal Sete Dias – Autor: Aloísio Vander

Rádio Coração do Mundo - Vibrando por você!

Nasceu, 2 de setembro, às 8h, mais uma rádio dedicada ao esclarecimento e divulgação da Doutrina Espírita, com muita música, palestras, entrevistas e até leitura de livros!
Rádio Coração do Mundo - Vibrando por você! Acesse: http://www.radiocoracaodomundo.com.br/
A rádio é uma iniciativa da Fundação Chico Xavier - Campo Grande-MS - http://www.fundacaochicoxavier.org.br/ 

Gratidão e vida longa a esta iniciativa!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Mensagem do dia


"Antes de mais nada decida o que você fará com o dia que recebeu de presente. E se por ventura passar um pensamento negativo pela sua cabeça, repense.
Lembre-se que você tem todo domínio do que fazer com o minuto seguinte e está em suas mãos fazer deste, mais um dia especial. Lembre-se que muitos não terão a mesma oportunidade.
Valorize cada minuto. Valorize cada pessoa que contigo está. Não se esqueça de sorrir e de dizer mais vezes eu te amo, eu te perdoo, eu te peço perdão.
Faça a diferença. Seja a diferença."




A Ganância

A ganância corrompe nosso caráter, através dela passamos 
por cima de conceitos morais e não nos damos conta do grande 
dano que estamos causando a nós e aos outros.
Cometemos muitas faltas, queremos tudo para nós, 
achamos não existir o depois o que conta é o agora.
Enganamos-nos pensando assim, desta forma nos tornamos egoístas
e deixamos para trás ensinamentos morais que poderiam nos ajudar,
diante de tantas provas que a vida nos oferece.
A ganância nos leva ao desatino, onde temos como companheiros
inseparáveis o orgulho e a vaidade, assim sendo vamos nos
isolando do certo e caminhamos ao erro que nos trará muito dor
e arrependimento em nossos corações.
Deixemos de lado a aquisição do poder a qualquer preço,
tudo é passageiro, nada é concreto, tudo o que conquistamos
materialmente é apenas um empréstimo, não somos donos de nada,
busquemos sim diariamente nossa dignidade em tudo que
formos fazer, desta forma estaremos dando-nos
a chance de não nos arrependermos mais adiante.
Paz e Luz!


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O alcoolismo - Pelo Espírito Victor Hugo

Sem nos determos no exame dos fatores sócio-psicológicos causais do alcoolismo generalizado, de duas ordens são as engrenagens que o desencadeiam, - observado o problema do ponto de vista espiritual.
Antigos viciados e dependentes do álcool, em desencarnando não se liberam do hábito, antes sofrendo-lhe mais rude imposição.
Prosseguindo a vida, embora a ausência do corpo, os vícios continuam vigorosos, jungindo os que a eles se aferraram a uma necessidade enlouquecedora. Atônitos e sedentos, alcoólatras desencarnados se vinculam às mentes irresponsáveis, de que se utilizam para dar larga à continuação do falso prazer, empurrando-os, a pouco e pouco, do aperitivo tido como inocente ao lamentável estado de embriaguez.
Os que lhes caem nas malhas, tornam-se, por isso mesmo, verdadeiros recipientes por meio dos quais absorvem os vapores deletérios, caindo, também, em total desequilíbrio, até quando a morte advém à vítima, ou as Soberanas Leis os recambiam à matéria, que padecerá das dolorosas injunções constritoras que lhe impõe o corpo perispiritual...
Normalmente, quando reencarnados, os antigos viciados recomeçam a atividade mórbida, servindo, a seu turno, de instrumento do gozo infeliz, para os que se demoram na Erraticidade inferior...
Outras vezes, os adversários espirituais, na execução de uma programática de desforço pelo ódio, induzem os seus antigos desafetos à iniciação alcoólica, mediante pequenas doses, com as quais no transcurso do tempo os conduzem à obsessão, desorganizando-lhes a aparelhagem físio-psíquica e dominando-os totalmente.
No estado de alcoolismo faz-se muito difícil a recomposição do paciente, dele exigindo um esforço muito grande para a recuperação da sanidade.
Não se afastando a causa espiritual, torna-se menos provável a libertação, desde que, cessados os efeitos de quaisquer terapêuticas acadêmicas, a influência psíquica se manifesta, insidiosa, repetindo-se a lamentável façanha destruidora...
A obsessão, através do alcoolismo, é mais generalizada do que parece.
Num contexto social permissivo, o vício da ingestão de alcoólicos torna-se expressão de status, atestando a decadência de um período histórico que passa lento e doído.
Pelos idos de 1851, porque enxameassem os problemas derivados da alcoolofilia, Magno Huss realizou, por vez primeira, um estudo acurado da questão, promovendo um levantamento dos danos causados no indivíduo e alertando as autoridades para as conseqüências que produz na sociedade.
Os que tombam na urdidura alcoólica, justificam-lhe o estranho prazer, que de início lhes aguça a inteligência, faculta-lhes sensações agradáveis, liberando-os dos traumas e receios, sem se darem conta de que tal estado é fruto das excitações produzidas no aparelho circulatório, respiratório com elevação da temperatura para, logo mais produzir o nublar da lucidez, a alucinação, o desaparecimento do equilíbrio normal dos movimentos...
Inevitavelmente, o viciado sofre uma congestão cerebral intensa ou experimenta os dolorosos estados convulsivos, que se tornam perfeitos delírios epilépticos, dando margem a distúrbios outros: digestivos, circulatórios, nervosos que podem produzir lesões irreversíveis, graves.
A dependência e continuidade do vício conduz ao delirium tremens, resultante da cronicidade do alcoolismo, gerando psicoses, alucinações várias que culminam no suicídio, no homicídio, na loucura irrecuperável.
Mesmo em tal caso, a constrição obsessiva segue o seu curso lamentável, já que, não obstante destrambelhadas as aparelhagens do corpo, o espírito encarnado continua a ser dominado pelos seus algozes impenitentes em justas de difícil narração...
Além dos danos sociais que o alcoolismo produz, engendrando a perturbação da ordem, a queda da natalidade, a incidência de crimes vários, a decadência econômica e moral, é enfermidade espiritual que o vero Cristianismo erradicará da Terra, quando a moral evangélica legítima substituir a débil moral social, conveniente e torpe.

Ao Espiritismo cumpre o dever de realizar a psicoterapia valiosa junto a tais enfermos e, principalmente, a medida preventiva pelos ensinos corretos de como viver-se em atitude consentânea com as diretrizes da Vida Maior.

Livro: Calvário de Libertação. Psicografia de Divaldo Franco